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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Consumidores reclamam na queda frequente de ligação em celulares

Quando a ligação do celular vai parar de cair de repente? São mais de 220 milhões de linhas em todo o Brasil. Especialistas estão dizendo agora que é muito usuário para pouca tecnologia.

A família do estudante Matheus Lima mora longe. Ele encontrou o plano ideal para matar a saudade. “É uma maravilha: R$ 0,25 o primeiro minuto e eu falo o resto de graça”, conta. O desafio é falar. “Você está conversando e, de repente, a ligação cai”

O problema pode se tornar mais frequente, com tantos planos oferecendo novos aparelhos e longas conversas. O engenheiro de telecomunicações Luciano Assírio Bossi, professor da PUC em Minas Gerais, explica que sinal tem. O que falta é capacidade ao sistema.

“O sistema é planejado para as chamadas durarem menos de um minuto em média. A operadora oferece o serviço a partir de frequências que são concedidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e é limitado o número de frequências por operadora”, explica o professor.

Para aumentar a frequência, é preciso investir em uma tecnologia que possibilite a instalação de mais antenas. As que temos hoje atendem 50 pessoas falando ao mesmo tempo. Em muitos lugares, há bem mais que isso.

No Rio Grande do Norte, uma operadora teve de se comprometer junto ao Ministério Público a evitar tanta interrupção nas ligações. Caso não cumpra, pode ser impedida de aceitar novos clientes. Em Minas Gerais, há também uma ação na Justiça com o mesmo objetivo.

O consumidor que tiver gastos refazendo ligações pode ser reembolsado pela operadora. Quem ficar muito impaciente demais com o liga, cai, liga novamente e cai mais uma vez tem o direito de cancelar o serviço sem pagar multa.

“Toda vez que sinal do consumidor cair, deve ligar para a operadora e formalizar sua reclamação, pois ele pode com isso solicitar a rescisão do seu contrato”, orienta Marcelo Barbosa, coordenador do Procon da Assembleia Legislativa.

Para isso, guarde o protocolo de atendimento. “Isso é uma falta de respeito com o ser humano. A gente, cheio de problemas para resolver, tem de parar nosso tempo para resolver uma coisa que eles deveriam resolver em questões de minutos”, reclama a representante comercial Aline Capozoli.

Fonte: Bom Dia Brasil

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