O vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Ricardo
Lewandowski, disse nesta quarta-feira (24/4) que não tem opinião sobre a
proposta legislativa que pretende limitar os poderes da Corte. O texto
foi aprovado nesta manhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e agora será analisado por comissão especial.
Ao contrário dos ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que
comentaram o assunto mais cedo, Lewandowski preferiu não opinar sobre o
assunto. “O Supremo só age quando provocado e eu, pessoalmente, como
integrante da Casa, não tenho uma opinião”, disse, durante intervalo da sessão de hoje, que está sendo presidida por ele.
Segundo o ministro, ainda não há o que comentar porque a proposta
passou apenas por uma comissão, o que não significa que será aprovada
pelo Legislativo. “Eu entendo que os poderes são independentes e
harmônicos entre si, que o Congresso se pronunciará dentro da soberania
que a Constituição lhe garante, e quando for o caso, e se for o caso, o
STF analisará a constitucionalidade da decisão”. Lewandowski é o próximo
a assumir a presidência da Corte, após Joaquim Barbosa, que fica no
cargo até novembro do próximo ano.
Perguntado se a proposta fere a independência entre os poderes, o
presidente em exercício disse que a questão será decidida, se
necessário, pelo plenário do STF. “Eu, como juiz da Corte, não posso me
pronunciar individualmente”.
O ministro também evitou comentar se a discussão do assunto é uma
retaliação a decisões de impacto tomadas pelo Tribunal recentemente,
como o julgamento dos réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão, e o
bloqueio da nova Lei dos Royalties. “Eu não me manifesto sobre a
motivação do Congresso Nacional para elaborar as suas leis e as suas
emendas à Constituição”.
A proposta em discussão no Legislativo pretende submeter ao Congresso
Nacional as invalidações de emendas constitucionais decididas pelo
Supremo. Também propõe o aumento do quórum para declarar uma lei
inconstitucional, de seis para nove votos entre os 11 possíveis na
Corte. O texto prevê que as súmulas vinculantes editadas pelo Supremo
devem passar pelo crivo do Congresso Nacional. As súmulas são normas
publicadas pelo STF após julgar vários casos semelhantes, que devem ser
seguidas por toda a Justiça.
A assessoria do STF informou que o presidente, ministro Joaquim
Barbosa, não vai comentar o caso. Ele está viajando para os Estados
Unidos, onde foi homenageado pela revista Time como uma das 100 pessoas
mais influentes do mundo em cerimônia realizada na terça-feira (23/4).
Fonte: Última Instância
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Lewandowski evita opinar sobre proposta que reduz poderes do STF
Added Jan 6, 2010,
0 comentários:
Postar um comentário