O ministro do Trabalho
e Emprego, Manoel Dias, defendeu nesta segunda-feira (23/4) a proposta
de multa de 40% sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço) para a demissão sem justa causa de empregados domésticos. Ele
disse que irá encaminhar a proposta à comissão interministerial que
analisa a regulamentação da Emenda Constitucional 72, que trata dos
direitos dos trabalhadores domésticos.
“Nós estamos propondo a multa de 40%, [ou seja], estendendo aos
trabalhadores domésticos os direitos das outras categorias”, disse Dias,
durante reunião com a presidenta da Fenatrad (Federação Nacional das
Trabalhadoras Domésticas), Creuza Maria de Oliveira.
A proposta encaminhada pelo ministério será analisada por outros órgãos do governo que compõem a comissão.
“Não há proposta definitiva do governo com relação a estes temas”,
observou. Além da proteção do trabalhador contra demissão arbitrária ou
sem justa causa, o grupo também analisa questões como o
seguro-desemprego, o FGTS, pagamento de horas extras e o trabalho
noturno.
Na segunda-feira (22/4), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da emenda, disse que pretende apresentar proposta
fixando em 10% a multa por demissão sem justa causa e 5%, no caso de
acordo entre trabalhadores e patrões. Os trabalhadores domésticos se
posicionaram contrários à proposta que, de acordo com a Fenatrad, seria
um retrocesso na garantia dos direitos da categoria. “A gente é contra
10% ou 5%. Mesmo se for 39,99% é diferente dos outros trabalhadores. A
gente lutou por equiparação de direitos com os trabalhadores deste
país”, disse a presidente da entidade, Creuza Maria de Oliveira. “Já
colocamos a nossa insatisfação ao senador Romero Jucá com relação às
propostas que estão sendo sugeridas”, completou.
Para o ministro Manoel Dias, há possibilidade de se construir uma
proposta conjunta do Executivo e da comissão mista do Congresso, que
também trata do tema. “Essas duas propostas, a do governo com a do
Congresso, certamente vão se agrupar e se transformar em um único
projeto”. Mas ressaltou que a decisão final é do Parlamento. “Todas as
propostas serão submetidas ao Congresso Nacional, que é soberano, e terá
condições de alterar as propostas que nós elaboramos, isso vai depender
do debate a ser feito no Congresso”.
Com relação ao modelo unificado de cobrança das contribuições pagas
pelos patrões - referentes à aposentadoria dos empregados, do FGTS e do
seguro por acidente de trabalho - Dias disse que os sistemas da Caixa
Econômica e da Receita Federal estão sendo ajustados e, assim que a
proposta for aprovada, os programas serão disponibilizados. A ideia do pagamento
dos tributos em via única, uma espécie de Supersimples, para os
empregados domésticos foi apresentada na comissão mista do Congresso.
O ministro também anunciou o lançamento de uma cartilha com perguntas e
respostas sobre os direitos do trabalhador doméstico que começará a ser
distribuída em todo o país a partir desta quarta-feira (24/4).
Fonte: Última Instância
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Ministro defende multa de 40% sobre FGTS para demissão injustificada
Added Jan 6, 2010,
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