A Proposta de Emenda Constitucional nº 478/10, que amplia os
direitos das empregadas domésticas, deve ser votada em breve pela
Comissão Especial da Câmara dos Deputados. A nova lei garante às
domésticas direitos semelhantes aos trabalhadores do setor privado:
jornada de 44 horas semanais, direito a hora extra, adicional por
trabalho noturno, FGTS, salário-família e auxílio-creche.
Especialistas ressaltam que as novas regras devem pesar no bolso do empregador.
Se
a empregada doméstica trabalhar horas extras, por exemplo, receberá as
horas e os seus reflexos sobre as demais verbas, como: 13º salário,
férias, entre outros. Certamente, o custo do trabalho também pode
aumentar em 8% ao mês por conta do recolhimento de FGTS.
"E em caso de dispensa, haverá multa de 40% também sobre esses 8%, avalia o professor de Direito do Trabalho da PUC-SP, Ricardo Pereira de Freitas.
A advogada paulista Camila Rigo, concorda e completa: as
alterações propostas pelo projeto, se aprovadas, irão acarretar ao
empregador doméstico um encargo muito elevado, com o comprometimento da
renda familiar. E o aumento nesse encargo levará, consequentemente, a um
aumento na informalidade.
No Brasil há cerca de 7,2 milhões
de trabalhadores domésticos, dos quais dois milhões não têm carteira
assinada. A Comissão Especial da Câmara que analisa o tema ainda não
remarcou a votação, que já foi adiada por duas vezes.
Fonte: JusBrasil
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Nova lei das empregadas domésticas vai pesar no bolso do empregador
Added Jan 6, 2010,
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