A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda Constitucional
37/11, conhecida como PEC DA IMPUNIDADE, que dispõe sobre a competência
da investigação criminal, aprovou o relatório do deputado Fabio Trad
(PMDB/MS), por 14 votos a 2. Os deputados Alessandro Molon (PT-RJ) e o
autor da matéria, Lourival Mendes (PTdoB/MA) votaram contra.
Acompanharam a votação a 1º vice-presidente da Associação Nacional dos
Membros do Ministério Público (CONAMP), Norma Cavalcanti, os presidentes
da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP), Nedens Ulisses
Vieira, da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Wanderlei
Carvalho, da Associação do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (AMPDFT), Antonio Marcos Dezan, a vice-presidente Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Daniela Varandas, o
presidente da Associação Nacional da Associação Nacional dos
Procuradores da República (ANPR), Alexandre Camanho, o vice-presidente
da entidade, Robalinho Cavancanti, o Procurador-Geral de Justiça
Militar, Marcelo Weitzel e a representante da Associação do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). De autoria do deputado
Lourival Mendes (PTdoB-MA), a proposta acrescenta um parágrafo ao artigo
144 da Constituição Federal,
para estabelecer que a apuração das infrações penais será competência
privativa das polícias federal e civil. Atualmente, por determinação
constitucional, o Ministério Público e outras instituições também
exercem a atividade de investigação criminal. O parecer do relator
limita a competência do MP. O documento permite apenas que o órgão atue
juntamente com a polícia nos casos de crimes contra a administração
pública, como corrupção, e delitos praticados por organizações
criminosas. Durante a votação, porém, a comissão votou a favor da
supressão do artigo 2º do substitutivo do relator que prevê a
possibilidade do MP atuar de forma subsidiária e complementar às
investigações feitas pelas polícias. Os deputados Vieira da Cunha
(PDT-RS) e Alessandro Molon (PT-RJ) tentaram apresentar seus votos em
separado antes da votação do relatório. O presidente da comissão
especial, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), no entanto, indeferiu o
pedido, argumentando que os votos deveriam ter sido apresentados
anteriormente, durante a reunião na qual o parecer foi discutido. Vieira
da Cunha e Alessandro Molon afirmaram que vão recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra a decisão de Faria de Sá.
Próximos Passos Caso
o recurso seja apresentado será encaminhado para publicação e,
posteriormente, ao plenário, que se deliberar pelo recebimento
(aceitação) do mesmo poderá remeter para análise da Comissão de Constituição
e Justiça, sobrestando, assim, a inclusão da matéria para deliberação
do Plenário. Se o Plenário rejeitar o recurso ou o mesmo não for
interposto, a matéria será encaminhada para análise do Plenário em dois
turnos de votação antes de ser remetida ao Senado Federal.
Fonte: JusBrasil
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Relatório da PEC DA IMPUNIDADE é aprovado pela Comissão Especial
Added Jan 6, 2010,
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