Muitas empresas optam por terceirizar seus serviços jurídicos. Os
motivos variam: redução de custos com estrutura, pessoal e tecnologia,
busca de um serviço especializado e maior eficiência na execução de
determinadas tarefas. Há ainda as empresas que preferem optar pela
contratação de advogados que permaneçam no escritório durante um tempo
prestando determinada consulta.
Porém, muitas companhias ainda têm dúvidas se terceirizar o setor
jurídico é o melhor caminho. É bom para a empresa entregar suas
informações confidenciais a um funcionário que não tenha vínculo direto
com a companhia? Como garantir que o trabalho atenda as expectativas?
Afinal, entre terceirizar o serviço e manter um setor jurídico interno,
qual é a melhor opção?
“Eu acho que a tendência é que os departamentos jurídicos terceirizem atividades que não são core business e
mantenham internamente grupos de advogados que estejam intimamente
ligados ao negócio”, aponta Nelcina Tropardi, diretora jurídica da
Unilever.
Para Luiz Felipe Calabró, gerente jurídico da BM&FBOVESPA, optar
por um ou outro depende da estratégia da companhia. “Quanto mais a
atividade jurídica for inerente a uma das etapas de produção da empresa,
seja de um serviço, seja de um bem, maior é a tendência desse serviço
ser internalizado porque neste caso você tem questões que precisam ser
controladas, questões sigilosas e você tem uma relação trabalhista que
permite uma forte presença de área. Quanto mais distante for a atividade
jurídica dessa linha de produção maior a tendência à terceirização. O
componente de controle, neste caso, já não é tão rígido”, afirma
Calabró.
Uma saída para garantir que o funcionário ou departamento
terceirizado esteja totalmente interligado com as estratégias da empresa
é estabelecer uma relação de proximidade, ainda que sua atuação não
seja interna.
O gerente jurídico da BM&FBOVESPA acredita que a companhia deve
manter uma equipe jurídica interna. “Na empresa, ainda que você
terceirize o serviço, é importante ter um componente da companhia, seja
um departamento com alguns profissionais seja pelo menos um diretor que
entenda do assunto, para fazer a mediação com os demais empresários.
Assim, essa pessoa tem mais tempo disponível pra atuar no preventivo que
não necessariamente envolve grandes consultas. São casos corriqueiros
da empresa e ficaria muito caro pra empresa ter um terceirizado para
isso”, pontua.
Para Nelcina, hoje não existe uma tendência definida entre
terceirizar serviços jurídicos ou não: “A tendência é que haja uma
utilização das duas ferramentas, ou seja, de um jurídico interno
associado a uma terceirização. Acho que as duas frentes hoje em dia
andam juntas”.
Fonte: Última Instância
quarta-feira, 19 de março de 2014
Quando uma empresa deve optar por terceirizar os serviços jurídicos?
Added Jan 6, 2010,
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