Como parte da agenda para aumentar a competitividade da economia, a
presidenta Dilma Rousseff ensaia entrar num terreno pantanoso para um
governo do PT: a flexibilização das normas trabalhistas. A Casa Civil
analisa proposta de projeto de lei pelo qual trabalhadores e empresas
poderão firmar acordos com normas diferentes das atuais, baseadas na Consolidação das Leis Trabalhistas, em vigor há 69 anos.
Na
prática, o projeto permitiria que os salários e a jornada de trabalho
fossem reduzidos de forma temporária em caso de dificuldades econômicas.
Ele abre caminho também para a utilização mais ampla do banco de horas,
pelo qual os trabalhadores cumprem horas extras sem receber adicional, e
compensam o tempo trabalhado a mais com folgas.
Os acordos
entre empregados e empresas seriam firmados por meio do Comitê Sindical
de Empresa, segundo prevê o projeto de lei. As normas à margem da CLT
comporiam um acordo coletivo de trabalho. Empresas que concordarem em
reconhecer no CSE seu interlocutor e os sindicatos que aceitarem
transferir ao comitê o poder sindical terão de obter uma certificação do
governo.
O papel dos sindicatos, nesse sistema, seria o de atuar nas empresas que optarem por continuar sob o chamado "modelo CLT". Eles
também selariam com as entidades patronais as convenções coletivas -
por meio das quais empregados e patrões definem, anualmente, aumentos
salariais. Todos os membros do CSE terão de ser sindicalizados.
A
proposta em análise foi elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, baseada no modelo alemão e foi entregue ao ministro-chefe da
Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Recentemente,
a Casa Civil, que auxilia Dilma na elaboração de normas legais, pediu
para analisar o projeto. Mas ainda não está certo se o governo adotará o
projeto como seu e o enviará ao Congresso.
Fonte: JusBrasil
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Governo estuda flexibilizar leis trabalhistas
Added Jan 6, 2010,
0 comentários:
Postar um comentário