O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil,
Ophir Cavalcante, enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal cobrando o
julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n.º 18, ajuizada
em 2007, que trata da inclusão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Bens
e Serviços) na base de cálculo do PIS e da Cofins.
O
assunto, como diversos outros em trâmite na Suprema Corte, está travado
devido ao julgamento do mensalão, que já dura três mesmo. A discussão,
estimada em quase R$ 90 bilhões pela União, espera desfecho há, pelo
menos, 15 anos.
O ofício da OAB foi encaminhado ao ministro
Celso de Mello, relator da ADC, ajuizada em 2007 pela Advocacia-Geral da
União. No documento, a Ordem afirma que os contribuintes já foram
privados do voto do ministro Cezar Peluso e logo mais também se
aposentará o ministro Carlos Ayres Britto, cujos votos favoráveis à tese
dos contribuintes podem ocasionar uma virada histórica no julgamento.
Um
ano antes do ajuizamento da ADC, em 2006, o STF havia retomado o
julgamento de um recurso extraordinário de um contribuinte. Na ocasião,
seis ministros declararam inconstitucional a inclusão do ICMS na base de
cálculo do PIS
e da Cofins, contribuições sociais recolhidas sobre o faturamento das
empresas. Votaram a favor dos contribuintes os ministros Março Aurélio,
Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, além dos já aposentados
Cezar Peluzo e Sepúlveda Pertence. Apenas o ministro Eros Grau votou a
favor da União. Na ocasião, os ministros Celso de Mello e Joaquim
Barbosa estavam ausentes.
Com o ajuizamento da ADC, o Supremo
optou por deixar o recurso extraordinário de lado para definir a questão
de uma vez e para todos. Na época, o governo argumentou que seu
julgamento traria maior segurança jurídica. Para advogados de
contribuintes, porém, houve apenas uma estratégia para virar um jogo
ganho.
A Fazenda Nacional também tem feito esforços para que a
discussão, com impacto estimado em R$ 36,6 bilhões, seja solucionada
rapidamente. O Supremo, na análise de uma ação ajuizada pela
Confederação Nacional da Indústria, já acenava uma vitória para o Fisco,
inclusive com os votos dos ministros Cezar Peluso, aposentado em
setembro, e Ayres Britto, que deixa a Corte no dia 5 de novembro. Mas
recentemente prometeu voltar à estaca zero com o reconhecimento de
repercussão geral do tema em outro recurso extraordinário.
(Com
informações do Valor Econômico)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
OAB pressiona STF a julgar ação sobre inclusão de ICMS no PIS e Cofins
Added Jan 6, 2010,
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