O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu assumir a coordenação da
adoção do Processo Judicial Eletrônico (PJe) em toda a Justiça
Eleitoral. O trabalho será feito em conjunto com o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), conforme estabelece o Acordo de Cooperação Técnica nº 20,
assinado pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra
Cármen Lúcia, e pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal
(STF), ministro Carlos Ayres Britto, no último dia 12.
Para
Marivaldo Dantas, juiz auxiliar da Presidência do CNJ, a decisão do TSE é
'muito positiva', porque vai garantir uniformidade na adoção do sistema
em toda a Justiça Eleitoral, o que abrange todos os tribunais regionais
e toda a estrutura do setor no País. A Justiça Eleitoral é o mais
recente ramo do Judiciário a aderir ao PJe. Falta ainda o Superior
Tribunal Militar (STM), ainda que os três tribunais estaduais militares ?
São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul ? já tenham entrado no sistema.
O
acordo entre o CNJ e o TSE prevê ?a conjugação de esforços? para o
aperfeiçoamento e evolução do sistema do PJe ?a ser utilizado em todos
os tribunais e procedimentos judiciais na Justiça Eleitoral?. Eventuais
alterações no PJe que impactem o sistema como um todo deverão ser
submetidas ao Comitê Gestor Nacional do Processo Judicial Eletrônico.
No
mês passado, em reunião com os 27 presidentes de TRE, a ministra Carmen
Lúcia informou que até o fim deste ano será criado o projeto piloto do
PJe na Justiça Eleitoral. Também destacou que a automação dos processos
judiciais vão dar mais transparência, agilidade e segurança à Justiça,
além de significar economia de recursos e melhor prestação
jurisdicional. A adoção do PJe na Justiça Eleitoral, segundo Marivaldo
Dantas, vai facilitar também a rotina dos juízes, que poderão trabalhar
com o mesmo sistema no seu tribunal de origem e no tribunal eleitoral.
Banco de mandados
O
Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais concluiu na
semana passada o trabalho de integração de seus sistemas ao sistema do
Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), criado pelo CNJ. Assim, o
tribunal militar mineiro começou a alimentar o Banco Nacional com todos
os mandados de prisão emitidos pela instituição.
O Tribunal
Militar de Minas é o 19º a aderir ao BNMP, que já vem sendo alimentado
por 18 tribunais. Os outros tribunais estão preparando seus sistemas de
informática para integrar o BNMP, que reunirá, num único endereço
eletrônico, informações de todos os mandados de prisão existentes no
País.
A criação do Banco Nacional de Mandados de Prisão foi determinada pela Lei 12.403/2011, regulamentada pela Resolução 137 do CNJ. O CNJ dá apoio e suporte técnico para ajudar os tribunais a fazer a integração.
(Com Agência CNJ)
Presidente do TRE se reúne com cúpula de segurança
O
presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ),
desembargador Luiz Zveiter, se reuniu ontem com representantes das
polícias Federal e Rodoviária Federal, da Secretaria Estadual de
Segurança Pública, do Comando Militar do Leste e da Procuradoria do
Ministério Público Eleitoral, com o objetivo de traçar um plano para
evitar que grupos organizados criem redutos eleitorais para a eleição
municipal que acontecerá neste ano.
De acordo com o presidente
da Corte, desembargador Luiz Zveiter, na próxima reunião, os serviços de
inteligência de todos os órgãos envolvidos trarão um mapeamento dos
locais onde milicianos e outros grupos criminosos atuam no Rio. Esse foi
o primeiro encontro de uma série de reuniões semanais que serão
realizadas no decorrer do período eleitoral, sempre nas terçasfeiras. A
força-tarefa atuará no Centro de Controle e Comando, sediado no TRE-RJ.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Justiça eleitoral adere ao processo eletrônico
Added Jan 6, 2010,
Autor: Diretas Já na OAB
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