O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Defesa firmaram
acordo nesta quarta-feira (25) que estabelece diretrizes para o
trabalho em conjunto das instituições durante as eleições municipais
deste ano. O acordo foi assinado pela presidente do TSE, ministra Cármen
Lúcia Antunes Rocha, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, em
solenidade no Gabinete da Presidência do Tribunal.
Compareceram à
solenidade de assinatura do acordo os comandantes do Exército, general
Enzo Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro-do-ar Juniti Saito e,
representando o comando da Marinha, almirante Fernando Eduardo Studart
Wiemer, e o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general
De Nardi.
“O cidadão brasileiro sabe que pode contar com essa
participação, que é importante porque nós queremos que o cidadão tenha a
garantia de que ele terá o conforto, a segurança e a tranquilidade para
exercer o que é um direito constitucional e o que é um dever cívico com
a sociedade e com a história. Isto para que, anos depois, possamos
também ter um Brasil que os próprios eleitores escolheram, da forma que
eles escolheram como autores de sua história”, disse a ministra Cármen
Lúcia, após assinar o acordo.
Segundo a ministra, o acordo
assinado com o Ministério da Defesa tem como finalidade garantir a
possibilidade do apoio das Forças Armadas para que a Justiça Eleitoral
desenvolva com mais tranquilidade a sua tarefa de realização das
eleições municipais.
De acordo com a presidente do TSE, o apoio
logístico das Forças Armadas poderá ser solicitado pela Justiça
Eleitoral para aquelas regiões ou localidades onde essa ajuda se faça
necessária. Esse auxílio poderá ser requisitado “em áreas, no momento
específico das eleições, que demandam um reforço para que o cidadão se
sinta tranquilo no exercício do seu direito e dever de votar”.
Segundo
a ministra Cármen Lúcia, essas áreas serão identificadas a partir da
demanda dos tribunais regionais eleitorais e da acolhida que os
governadores dos Estados venham a dar a esses pedidos, expressamente
formulados pelo TSE. “Nós conversamos [a partir daí] com o Ministério da
Defesa, que, então, afirma essa possibilidade”, disse a ministra.
O
ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que o objetivo do acordo foi
estabelecer as normas de atuação das Forças Armadas no auxílio dos
trabalhos da Justiça Eleitoral nas Eleições 2012. “Essa presença das
Forças Armadas, com esse objetivo, atesta algo que é muito importante,
que é o apoio que as Forças Armadas devem dar, e podem dar, à Democracia
brasileira, sempre dentro estritamente das normas constitucionais, a
pedido das autoridades constituídas, no caso aqui do Poder Judiciário”,
afirmou.
“É com muito orgulho, com sentido profissional, tenho
certeza, que as Forças Armadas desempenharão essa função. E eu, como
ministro da Defesa, como que ajudo um pouco a fazer essa ponte entre o
mundo civil e o mundo militar, me sinto muito orgulhoso de firmar esse
acordo”, disse o ministro Celso Amorim.
“Nós seguiremos
naturalmente a orientação da Justiça, da presidente do TSE. O importante
é que, no documento de hoje, que não é uma novidade porque isso já
ocorreu em 2008 e 2010, é que ele fixa também os procedimentos básicos
acordados, porque sempre pode haver uma dúvida – será que soldados podem
fazer isso, devem aparecer fardados em tal lugar, não devem – porque
nós vivemos um clima de normalidade, o Brasil tem um clima de
normalidade. Então, nós temos que combinar a segurança, que é muito
importante, e sem que haja nenhuma, digamos, percepção errada de que não
há clima de normalidade. É isso fundamentalmente. É isso que nós
queremos, é isso que nós vamos fazer”, esclareceu o ministro.
A
presidente do TSE agradeceu às Forças Armadas em nome do TSE e da
Justiça Eleitoral o apoio enorme que o Ministério da Defesa e as Forças
Armadas dão à Democracia brasileira.
Acordo
Historicamente
a Justiça Eleitoral conta com as Forças Armadas para apoio logístico no
transporte de pessoas e de material e também para auxiliar na segurança
e manutenção da ordem pública durante as eleições.
Pelo acordo
firmado, o emprego de tropa na garantia das eleições somente poderá
ocorrer após a autorização do Ministério da Defesa, em razão de pedido
feito pelo TSE à presidente da República.
A tropa somente
desempenhará missões para garantir a votação e a apuração de votos no
processo eleitoral, obedecendo rigorosamente à legislação vigente, às
instruções da autoridade judiciária eleitoral competente e às
orientações do escalão superior.
Pedidos de Força Federal
Para a realização das eleições, a Justiça Eleitoral costuma solicitar
duas modalidades de serviços: apoio logístico para o transporte de
materiais, urnas e pessoas a locais de difícil acesso e o emprego de
tropa para a manutenção da lei e da ordem.
O emprego da Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem no
dia da votação já foi solicitado por Tribunais Regionais Eleitorais de
quatro Estados brasileiros (AM, MA, RJ e TO). A análise desses pedidos é
feita com base em informações prestadas pelo governador do Estado sobre
a capacidade das forças estaduais manterem a segurança local.
Já o apoio logístico foi requerido para o atendimento das
necessidades de outros quatro Estados (AC, AP, MS e RR). Estes pedidos,
que também são encaminhados pelos TREs, somam 77 localidades de difícil
acesso, entre elas muitas aldeias indígenas.
Tanto os pedidos de apoio logístico, quanto os de emprego da tropa
para a manutenção da lei e da ordem são analisados pelo plenário do TSE,
que retomará seus julgamentos a partir de 1º de agosto. A Presidência
da República e o Ministério da Defesa são consultados sobre a
possibilidade de realizar a operação.
Fonte: TSE
quinta-feira, 26 de julho de 2012
TSE e Ministério da Defesa fortalecem parceria para as Eleições 2012
Added Jan 6, 2010,
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