O conselho da Federação Nacional dos
Policiais Federais (Fenapef) aprovou nesta quarta-feira uma greve geral
da categoria a partir da próxima semana, o que deverá afetar atividades
dos agentes em fronteiras, aeroportos e portos.
A paralisação
deverá ser iniciada na terça-feira. A categoria pede reestruturação
salarial e de carreira e a saída do atual diretor-geral da Polícia
Federal, Leandro Daiello, informou a assessoria de imprensa da Fenapef. O
sindicato reúne 13 mil filiados.
A categoria é mais uma a
anunciar greve diante do impasse nas negociações com o governo, que vem
rejeitando conceder reajustes apontando esforço fiscal diante das
incertezas com a crise internacional, que deve continuar a afetar o
Brasil em 2013.
Os policiais federais dizem não ter recebido
nenhuma proposta do governo após quase três anos de negociações com o
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que está à frente do
diálogo com movimentos grevistas.
Cada Estado deverá definir a
partir de quinta-feira as ações que deverão ser tomadas durante a
paralisação, como a adoção de operação-padrão, disse a Fenapef. Os
agentes devem realizar uma marcha em Brasília na próxima quarta-feira.
Procurados, a assessoria da Polícia Federal disse que o órgão não se
manifestará, e o Ministério da Justiça informou que ainda não havia sido
notificado oficialmente sobre a greve. O Ministério do Planejamento
afirmou que o governo está analisando todos os pedidos de reajuste de
servidores e que um posicionamento deverá ser anunciado entre 13 e 17 de
agosto.
GOVERNO RECEBE PROFESSORES
As paralisações
atingem diversos setores do funcionalismo federal, incluindo professores
e técnicos de universidades federais, agentes da Fundação Nacional de
Saúde (Funasa), Fundação Nacional do Índio (Funai), IBGE, agências
reguladoras e funcionários de nove ministérios, segundo a Confederação
dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef).
Diante
da intensificação das greves de servidores federais, a presidente Dilma
Rousseff determinou por meio de decreto publicado na semana passada que
ministérios poderão firmar convênios com Estados e municípios para a
garantia de atendimento em serviços básicos, sobretudo em áreas
relacionadas ao comércio exterior.
O ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu "bom senso" a
servidores e que haja "maturidade, compreensão de que o momento no mundo
exige muito cuidado nosso".
"É exatamente o senso de
responsabilidade, de análise, que nos faz tomar todo esse cuidado em não
oferecer nenhuma proposta que depois a gente não possa bancar", disse
Carvalho a jornalistas.
Carvalho afirmou que o governo está
preocupado com o "emprego daqueles que não tem estabilidade", em
referência às vagas no setor privado.
"Toda a nossa sobra
fiscal, o espaço fiscal, nós estamos procurando empregar para estimular a
indústria, a agricultura, os serviços, o comércio, porque esses nos
preocupam mais", disse ele.
Líderes dos professores
universitários, em greve desde maio, se reunirão com representantes do
Planejamento ainda nesta quarta-feira para discutir a proposta feita
pelo governo na semana passada, de reajuste de 25 por cento a 40 por
cento para cerca de 140 mil profissionais, distribuídos nos próximos
três anos.
Os funcionários do Judiciário têm indicativo de greve
aprovado e podem começar a paralisação nos próximos dias. O presidente
do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, disse não acreditar que
isso possa afetar o julgamento do processo do chamado mensalão, que tem
início na quinta-feira.
(Por Hugo Bachega, com reportagem adicional de Ana Flor)
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Policiais federais aprovam greve a partir de terça-feira
Added Jan 6, 2010,
Autor: (Por Hugo Bachega, com reportagem adicional de Ana Flor)
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